{"id":135697,"date":"2025-08-15T11:42:03","date_gmt":"2025-08-15T14:42:03","guid":{"rendered":"https:\/\/onordeste.com.br\/?p=135647"},"modified":"2025-08-15T11:42:03","modified_gmt":"2025-08-15T14:42:03","slug":"stf-valida-lei-que-autoriza-aneel-a-definir-devolucao-de-tributos-pagos-a-mais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/iparaiba.com.br\/index.php\/2025\/08\/15\/stf-valida-lei-que-autoriza-aneel-a-definir-devolucao-de-tributos-pagos-a-mais\/","title":{"rendered":"STF valida lei que autoriza Aneel a definir devolu\u00e7\u00e3o de tributos pagos a mais"},"content":{"rendered":"<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, nesta quinta-feira (14), que \u00e9 constitucional a lei que autoriza a Ag\u00eancia Nacional de Energia El\u00e9trica (Aneel) a definir como as distribuidoras de energia devem ressarcir consumidores por valores pagos a mais e considerados indevidos pela Justi\u00e7a.<\/p>\n<p>A decis\u00e3o foi tomada na A\u00e7\u00e3o Direta de Inconstitucionalidade\u00a0<a href=\"https:\/\/portal.stf.jus.br\/processos\/detalhe.asp?incidente=6536883\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>(ADI) 7324<\/strong><\/a>, que questionou a Lei 14.385\/2022. O Plen\u00e1rio entendeu que a norma instituiu uma pol\u00edtica tarif\u00e1ria regular, criada para garantir a devolu\u00e7\u00e3o aos consumidores de valores que n\u00e3o pertencem \u00e0s distribuidoras de energia.<\/p>\n<h5 class=\"wp-block-heading\"><strong>Entendimento do Plen\u00e1rio<\/strong><\/h5>\n<p>O julgamento, suspenso em dezembro do ano passado, foi retomado nesta quinta-feira com o voto-vista do ministro Lu\u00eds Roberto Barroso. Em seguida, votaram a ministra C\u00e1rmen L\u00facia e o ministro Gilmar Mendes. De forma geral, todos acompanharam o relator, ministro Alexandre de Moraes, com diverg\u00eancias parciais.<\/p>\n<p>Prevaleceu o entendimento de que, nos casos em que a devolu\u00e7\u00e3o ao consumidor ainda n\u00e3o tenha ocorrido, o ressarcimento deve ser integral, descontados apenas honor\u00e1rios e tributos adicionais. O prazo para pagamento \u00e9 de dez anos, contados a partir da efetiva restitui\u00e7\u00e3o do valor devido \u00e0s distribuidoras ou da homologa\u00e7\u00e3o da compensa\u00e7\u00e3o dos valores a elas devolvidos, o que pode variar conforme cada distribuidora.<\/p>\n<h5 class=\"wp-block-heading\"><strong>A\u00e7\u00e3o em julgamento<\/strong><\/h5>\n<p>A ADI 7324 foi apresentada pela Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Distribuidoras de Energia El\u00e9trica (Abradee), que afirmava que a Lei 14.385\/2022 foi editada sem a observ\u00e2ncia do devido processo legislativo para cria\u00e7\u00e3o de norma tribut\u00e1ria. A entidade tamb\u00e9m sustentava que a lei colocaria em risco a sa\u00fade financeira do setor. O Plen\u00e1rio do STF afastou ambos os argumentos.<\/p>\n<h5 class=\"wp-block-heading\"><strong>Contexto<\/strong><\/h5>\n<p>No julgamento do Tema 69 da Repercuss\u00e3o Geral, o STF decidiu que o ICMS n\u00e3o integra a base de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins. Como esse cr\u00e9dito j\u00e1 integrava o patrim\u00f4nio das distribuidoras de energia, elas passaram a questionar, na Justi\u00e7a, a devolu\u00e7\u00e3o desses valores aos consumidores.<\/p>\n<p>A Lei 14.385\/2022, ent\u00e3o, foi editada ampliando as atribui\u00e7\u00f5es da Aneel, a afim de permitir que a ag\u00eancia defina, por iniciativa pr\u00f3pria, como esses recursos ser\u00e3o devolvidos ou compensados, evitando que as empresas obtenham ganhos indevidos.<\/p>\n<p>STF<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, nesta quinta-feira (14), que \u00e9 constitucional a lei que autoriza a Ag\u00eancia Nacional de Energia El\u00e9trica (Aneel) a definir como as distribuidoras de energia devem ressarcir consumidores por valores pagos a mais e considerados indevidos pela Justi\u00e7a. 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