{"id":134414,"date":"2025-02-12T06:00:33","date_gmt":"2025-02-12T09:00:33","guid":{"rendered":"https:\/\/onordeste.com.br\/?p=134412"},"modified":"2025-02-12T06:00:33","modified_gmt":"2025-02-12T09:00:33","slug":"mortalidade-por-cancer-e-maior-entre-criancas-indigenas-diz-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/iparaiba.com.br\/index.php\/2025\/02\/12\/mortalidade-por-cancer-e-maior-entre-criancas-indigenas-diz-estudo\/","title":{"rendered":"Mortalidade por c\u00e2ncer \u00e9 maior entre crian\u00e7as ind\u00edgenas, diz estudo"},"content":{"rendered":"<p>A mortalidade de crian\u00e7as e adolescentes com c\u00e2ncer \u00e9 maior entre os ind\u00edgenas, de acordo com a nova edi\u00e7\u00e3o do Panorama de Oncologia Pedi\u00e1trica, do Instituto Desiderata. O recorte dos dados obtidos com o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade e com o Instituto Nacional de C\u00e2ncer (Inca) mostram uma taxa de 76 \u00f3bitos a cada 1 milh\u00e3o de ind\u00edgenas por ano. J\u00e1 entre as crian\u00e7as e os adolescentes brancos essa taxa \u00e9 de 42.6\/milh\u00e3o, caindo para 38.9\/milh\u00e3o entre os negros e 38.9\/milh\u00e3o entre aqueles identificados como amarelos, que t\u00eam origem oriental.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1629560&amp;o=node\" \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1629560&amp;o=node\" \/><\/p>\n<p>De acordo com o \u00faltimo Censo, quase 45% dos ind\u00edgenas no Brasil vive na Regi\u00e3o Norte, seguida pela Regi\u00e3o Nordeste, onde vive 31,22% dessa popula\u00e7\u00e3o. Essas s\u00e3o as regi\u00f5es que t\u00eam a menor\u00a0incid\u00eancia de novos casos: 111,1 a cada 1 milh\u00e3o de crian\u00e7as e adolescentes no Norte e 138,1 no Nordeste. Mas tamb\u00e9m s\u00e3o as duas com as maiores taxas de mortalidade: 47,5 e 44,5\/milh\u00e3o, respectivamente.<\/p>\n<p>A coordenadora do Servi\u00e7o de Oncopediatria do Hospital Oncol\u00f3gico Infantil Oct\u00e1vio Lobo, em Bel\u00e9m, no Par\u00e1, Alayde Vieira, n\u00e3o descarta que o n\u00famero de casos possa ser maior e que haja subnotifica\u00e7\u00e3o. De acordo com ela, m\u00faltiplos fatores podem estar contribuindo para essa alta mortalidade na Regi\u00e3o Norte, a come\u00e7ar por quest\u00f5es geogr\u00e1ficas que dificultam o acesso aos servi\u00e7os de sa\u00fade:<\/p>\n<p>&#8220;A gente tem muita dificuldade de locomo\u00e7\u00e3o. No estado do Par\u00e1, por exemplo, n\u00f3s temos 144 munic\u00edpios, e \u00e0s vezes, no pr\u00f3prio munic\u00edpio, como \u00e9 o exemplo de Altamira, para me deslocar de uma comunidade ribeirinha ind\u00edgena para a pr\u00f3pria cidade de Altamira, eu levo 1 mil km de deslocamento. E isso n\u00e3o d\u00e1 para ser feito a p\u00e9 nem de carro, s\u00f3 de aeronave ou de barco&#8221;, detalha a coordenadora.<br \/>\nagenciabrasil.ebc<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A mortalidade de crian\u00e7as e adolescentes com c\u00e2ncer \u00e9 maior entre os ind\u00edgenas, de acordo com a nova edi\u00e7\u00e3o do Panorama de Oncologia Pedi\u00e1trica, do Instituto Desiderata. 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