{"id":134064,"date":"2024-12-03T10:00:30","date_gmt":"2024-12-03T13:00:30","guid":{"rendered":"https:\/\/onordeste.com.br\/?p=134058"},"modified":"2024-12-03T10:00:30","modified_gmt":"2024-12-03T13:00:30","slug":"r-500-milhoes-vai-garantir-contratacao-de-50-mil-cisternas-no-semiarido","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/iparaiba.com.br\/index.php\/2024\/12\/03\/r-500-milhoes-vai-garantir-contratacao-de-50-mil-cisternas-no-semiarido\/","title":{"rendered":"R$ 500 milh\u00f5es vai garantir contrata\u00e7\u00e3o de 50 mil cisternas no semi\u00e1rido"},"content":{"rendered":"<p>\u201cVivia bebendo \u00e1gua de ch\u00e3o, aquela \u00e1gua que chegava l\u00e1 tinha um sapo, tinha um rato, tinha esterco do gado, a urina da vaca, e a gente apanhava e bebia\u201d. O relato de Josefa de Jesus retrata a situa\u00e7\u00e3o de quem vivia em inseguran\u00e7a h\u00eddrica no semi\u00e1rido brasileiro. No entanto, a vida da fam\u00edlia dela e da comunidade quilombola de S\u00edtio Alto, que fica em Sim\u00e3o Dias, em Sergipe, mudou com a chegada do Programa Cisternas.<\/p>\n<h4><strong>\u201cAquele quilombo era uma das comunidades mais pobres que existia. Mas depois da chegada da cisterna, a vida da gente mudou, a qualidade de vida\u201d, comemorou Josefa de Jesus<\/strong><\/h4>\n<hr \/>\n<p>Ela ressalta que o acesso \u00e0 \u00e1gua de qualidade tamb\u00e9m impactou na sa\u00fade e na gera\u00e7\u00e3o de renda dos habitantes do local<\/p>\n<p>\u201cA gente criou mais alegria, felicidade, teve mais renda, porque o tempo que a gente estava caminhando para pegar um pote de \u00e1gua, com uma l\u00e9gua, duas l\u00e9guas, a gente estava fazendo outro servi\u00e7o. Ent\u00e3o, depois que a cisterna chegou, a gente melhorou a sa\u00fade das crian\u00e7as, a sa\u00fade das fam\u00edlias, a quest\u00e3o tamb\u00e9m higi\u00eanica\u201d, relatou a guardi\u00e3 de sementes crioulas.<\/p>\n<p>A experi\u00eancia da quilombola foi compartilhada durante o ato de an\u00fancios do Governo Federal, em Sergipe, na sexta-feira (29.11). No evento, o ministro do Desenvolvimento e Assist\u00eancia Social, Fam\u00edlia e Combate \u00e0 Fome, Wellington Dias, divulgou o edital de R$ 500 milh\u00f5es em recursos destinados \u00e0 contrata\u00e7\u00e3o de 50 mil cisternas para os estados do semi\u00e1rido brasileiro.<\/p>\n<p>Do total de cisternas contratadas, 46 mil ser\u00e3o de \u00e1gua para consumo e quatro mil cisternas de \u00e1gua para produ\u00e7\u00e3o de alimentos. Al\u00e9m disso, ser\u00e3o aportados recursos tamb\u00e9m para a restaura\u00e7\u00e3o de 2,5 mil cisternas. Esta etapa do Programa Cisternas vai contemplar fam\u00edlias de dez estados, que vivem em \u00e1reas rurais de: Alagoas, Bahia, Cear\u00e1, Maranh\u00e3o, Minas Gerais, Para\u00edba, Pernambuco, Piau\u00ed, Rio Grande do Norte e Sergipe.<\/p>\n<p>O investimento tamb\u00e9m prev\u00ea suporte para que as fam\u00edlias ingressem no Programa Fomento Rural, de forma a incentivar a autonomia financeira dessas fam\u00edlias.<\/p>\n<h4><strong>\u201cA cisterna \u00e9 uma tecnologia social que permite levar \u00e1gua boa, de qualidade, coletada a partir da chuva para as fam\u00edlias que moram em locais que n\u00e3o tem alternativa, pois a \u00e1gua que t\u00eam acesso muitas vezes \u00e9 ferrosa. A instala\u00e7\u00e3o da cisterna garante fornecimento de \u00e1gua de qualidade e \u00e9 um caminho simples, porque a pr\u00f3pria comunidade faz a manuten\u00e7\u00e3o\u201d, explicou o titular do MDS<\/strong><\/h4>\n<hr \/>\n<p>\u201cEstamos investindo na contrata\u00e7\u00e3o de cisternas para consumo, mas tamb\u00e9m para produ\u00e7\u00e3o, em parceria com o Fomento Rural, que vai oferecer capacita\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica e incentivar que essas fam\u00edlias trabalhem com a produ\u00e7\u00e3o de hortas, por exemplo\u201d, complementou Wellington Dias.<\/p>\n<p>O Programa Cisternas proporciona acesso \u00e0 \u00e1gua para fam\u00edlias que vivem no Semi\u00e1rido e s\u00e3o atingidas pela seca ou falta regular de \u00e1gua. O objetivo \u00e9 assegurar o abastecimento de \u00e1gua, de forma sustent\u00e1vel, para consumo humano e animal e para a produ\u00e7\u00e3o de alimentos a fam\u00edlias rurais de baixa renda.<\/p>\n<p>O edital divulgado cont\u00e9m informa\u00e7\u00f5es sobre a participa\u00e7\u00e3o no processo, que prev\u00ea a sele\u00e7\u00e3o de organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil que demonstrem capacidade t\u00e9cnica e gerencial para coordenarem a implanta\u00e7\u00e3o e restaura\u00e7\u00e3o das tecnologias sociais de acesso \u00e0 \u00e1gua no \u00e2mbito do Programa Cisternas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cVivia bebendo \u00e1gua de ch\u00e3o, aquela \u00e1gua que chegava l\u00e1 tinha um sapo, tinha um rato, tinha esterco do gado, a urina da vaca, e a gente apanhava e bebia\u201d. O relato de Josefa de Jesus retrata a situa\u00e7\u00e3o de quem vivia em inseguran\u00e7a h\u00eddrica no semi\u00e1rido brasileiro. 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