{"id":122398,"date":"2024-07-10T14:00:51","date_gmt":"2024-07-10T17:00:51","guid":{"rendered":"https:\/\/onordeste.com.br\/?p=122305"},"modified":"2024-07-10T14:00:51","modified_gmt":"2024-07-10T17:00:51","slug":"julho-amarelo-campanha-alerta-sobre-os-riscos-das-hepatites-virais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/iparaiba.com.br\/index.php\/2024\/07\/10\/julho-amarelo-campanha-alerta-sobre-os-riscos-das-hepatites-virais\/","title":{"rendered":"Julho Amarelo: campanha alerta sobre os riscos das hepatites virais"},"content":{"rendered":"<p>A pensionista R.S., de 50 anos, nunca imaginou que uma dor abdominal mudaria a vida dela de uma hora para outra. Ap\u00f3s dar entrada em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em Campina Grande (PB), ela foi diagnosticada com hepatite C, uma doen\u00e7a silenciosa que afeta milh\u00f5es de pessoas no mundo. &#8220;No come\u00e7o, parecia uma virose. Quando saiu o resultado dos exames, foi uma surpresa. Eu n\u00e3o esperava e at\u00e9 relutei um pouco a aceitar\u201d, relatou.<\/p>\n<p>A paciente, que preferiu n\u00e3o se identificar, est\u00e1 em tratamento m\u00e9dico no Hospital Alcides Carneiro (HUAC), da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), vinculado \u00e0 Empresa Brasileira de Servi\u00e7os Hospitalares (Ebserh). \u201cEu vejo que n\u00e3o \u00e9 bom ignorar as dores que sentimos, pois podem ser sinal de um problema mais grave, como foi a minha situa\u00e7\u00e3o. O ideal \u00e9 sempre procurar um m\u00e9dico\u201d, sugeriu.<\/p>\n<p>O caso da pensionista est\u00e1 longe de ser uma exce\u00e7\u00e3o. No Brasil, segundo dados de 2023 do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, estima-se que 520 mil pessoas tenham hepatite C, mas ainda sem diagn\u00f3stico e tratamento. Sim, \u00e9 isso mesmo: voc\u00ea que est\u00e1 lendo esta reportagem pode estar com a doen\u00e7a sem saber.<\/p>\n<p><a id=\"Por\" name=\"Por\"><\/a>Por este motivo, os hospitais que integram a Rede Ebserh, que s\u00e3o refer\u00eancias no diagn\u00f3stico e tratamento das hepatites virais, abra\u00e7am a campanha Julho Amarelo, que busca conscientizar a sociedade sobre estes cinco tipos de v\u00edrus que podem atingir o f\u00edgado e causar complica\u00e7\u00f5es: A, B, C, D e E.<\/p>\n<dl class=\"image-right captioned caption-center\">\n<dt><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.gov.br\/ebserh\/pt-br\/comunicacao\/noticias\/julho-amarelo-campanha-alerta-sobre-os-riscos-das-hepatites-virais\/08072024ebserhjulhoamarelo2infogrfico.png\/@@images\/b9f982f9-c998-4135-adae-fdea76ea5051.png\" alt=\"08072024 ebserh julho amarelo 2 infogr\u00e1fico\" width=\"1600\" height=\"3906\" \/><\/dt>\n<dd class=\"image-caption\">Saiba mais sobre os tipos de hepatites.<\/dd>\n<\/dl>\n<h4><strong>Import\u00e2ncia do f\u00edgado<\/strong><\/h4>\n<p>O f\u00edgado \u00e9 respons\u00e1vel por diversas fun\u00e7\u00f5es vitais, como metabolismo, armazenamento de nutrientes e desintoxica\u00e7\u00e3o. &#8220;Quando o \u00f3rg\u00e3o est\u00e1 comprometido pelas hepatites virais, essas fun\u00e7\u00f5es essenciais s\u00e3o afetadas, podendo levar a complica\u00e7\u00f5es s\u00e9rias&#8221;, explicou a m\u00e9dica hepatologista\u00a0<a id=\"Rosangela\" name=\"Rosangela\"><\/a>Ros\u00e2ngela Teixeira, coordenadora do Ambulat\u00f3rio de Refer\u00eancia em Hepatites Virais, ligado ao Hospital das Cl\u00ednicas da Universidade Federal de Minas (HC-UFMG). Criado h\u00e1 24 anos, o espa\u00e7o \u00e9 um centro de excel\u00eancia em aten\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria e terci\u00e1ria para pacientes com hepatites virais cr\u00f4nicas avan\u00e7adas.<\/p>\n<h4><strong>Sinais de alerta<\/strong><\/h4>\n<p>Os principais sinais das hepatites virais agudas s\u00e3o cansa\u00e7o, febre, mal-estar, tontura, enjoo, v\u00f4mitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras, em intensidades que variam de leve a grave. Muitas vezes, por\u00e9m, nenhum sintoma \u00e9 notado nos pacientes. \u201cAs hepatites B e C, particularmente, podem evoluir para formas cr\u00f4nicas e, em grande parte dos casos, s\u00e3o assintom\u00e1ticas at\u00e9 os est\u00e1gios avan\u00e7ados da doen\u00e7a. Ou seja,\u00a0<a id=\"apos\" name=\"apos\"><\/a>ap\u00f3s a instala\u00e7\u00e3o de cirrose e suas complica\u00e7\u00f5es devastadoras, como o c\u00e2ncer do f\u00edgado. Por isso que o tratamento \u00e9 importante\u201d, afirmou Ros\u00e2ngela Teixeira, que tamb\u00e9m \u00e9 professora da Faculdade de Medicina da UFMG e consultora t\u00e9cnica em Hepatites para o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade.<\/p>\n<h4><strong>Tipos da doen\u00e7a<\/strong><\/h4>\n<p>As hepatites virais s\u00e3o inflama\u00e7\u00f5es no f\u00edgado provocadas por diversos v\u00edrus. No Brasil, os tipos mais prevalentes s\u00e3o A, B e C. \u201cMenos comuns, por\u00e9m tamb\u00e9m presentes, s\u00e3o o v\u00edrus da hepatite D, mais frequentemente encontrado na regi\u00e3o Norte do pa\u00eds, e o v\u00edrus da hepatite E, cuja incid\u00eancia \u00e9 menor\u00a0<a id=\"no\" name=\"no\"><\/a>no Brasil, sendo mais comum na \u00c1frica e na \u00c1sia\u201d, pontuou B\u00e1rbara Borba, m\u00e9dica gastroenterologista do Hospital de Doen\u00e7as Tropicais da Universidade Federal do Tocantins (HDT-UFT).<\/p>\n<h4><strong>Tratamento no SUS<\/strong><\/h4>\n<p>O diagn\u00f3stico e o tratamento das hepatites virais s\u00e3o assegurados pelo Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS). Os medicamentos s\u00e3o administrados por via oral, com prescri\u00e7\u00e3o especializada. Os diagn\u00f3sticos s\u00e3o feitos por testes r\u00e1pidos, sorol\u00f3gicos, e a infec\u00e7\u00e3o \u00e9 confirmada por exames de biologia molecular. Fazer testes com frequ\u00eancia \u00e9 fundamental para identifica\u00e7\u00e3o precoce e interven\u00e7\u00e3o eficaz. O SUS tamb\u00e9m garante a vacina\u00e7\u00e3o desde a inf\u00e2ncia contra as hepatites A e B, essenciais na preven\u00e7\u00e3o da cronifica\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, nos hospitais universit\u00e1rios federais geridos pela Ebserh, h\u00e1 servi\u00e7os especializados de Infectologia e Hepatologia para acompanhamento de pacientes com essas doen\u00e7as, segundo o m\u00e9dico infectologista Jaime Ara\u00fajo, chefe da Divis\u00e3o M\u00e9dica do Hospital Universit\u00e1rio Alcides Carneiro (HUAC), da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). \u201cNossos hospitais est\u00e3o em constante evolu\u00e7\u00e3o no tratamento dessas infec\u00e7\u00f5es\u201d, destacou.<\/p>\n<p>Refer\u00eancia em Hepatites Virais desde a d\u00e9cada de 1980, o HUAC est\u00e1 em fase de planejamento para habilitar um Centro de Testagem e\u00a0<a id=\"Aconselhamento\" name=\"Aconselhamento\"><\/a>Aconselhamento (CTA) e um Servi\u00e7o de Aten\u00e7\u00e3o Especializada (SAE), que ter\u00e3o atendimento para pacientes com hepatites virais. A unidade hospitalar oferece, atualmente, bi\u00f3psias hep\u00e1ticas, um novo procedimento dispon\u00edvel gra\u00e7as \u00e0 abertura do servi\u00e7o de Radiologia Intervencionista.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A pensionista R.S., de 50 anos, nunca imaginou que uma dor abdominal mudaria a vida dela de uma hora para outra. 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