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30 de julho de 2010

Política/cmcg

Vereador solicita ao prefeito um local destinado ao lixo eletrônico

Publicado em 12/03/2010, às 16h25
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Vereador solicita ao prefeito um local destinado ao lixo eletrônico

Foto: Divulgação

O vereador Fernando Carvalho (PMDB)

Requerimento do vereador Fernando Carvalho (PMDB), solicitando ao prefeito Veneziano Vital do Rêgo (PMDB) um local para a destinação do lixo eletrônico de Campina Grande foi aprovado pela Câmara Municipal. O atendimento a este pleito será de suma importância, uma vez que a população fica sem saber que destino dá a esse tipo de resíduo, presente em quase todos os lares.

Carvalho lembrou que mundo já está completando a marca de 1 bilhão de computadores. Mas esta revolução digital trouxe um novo problema: o lixo eletrônico. Ele é o gênero de resíduo que mais cresce no mundo. Computadores cheios de componentes tóxicos são abandonados nos aterros sanitários todos os dias assim como baterias e celulares imprestáveis.

Como se sabe, o lixo eletrônico é o nome dado aos resíduos resultantes da rápida obsolescência de equipamentos eletrônicos (o que inclui televisores, tele-móveis, computadores, geladeiras e outros dispositivos).

Esses resíduos, descartados em lixões, constituem-se num sério risco para o meio ambiente, pois possuem em sua composição metais pesados altamente tóxicos, tais como mercúrio, cádmio, berílio e chumbo. Carvalho lembrou que em contato com o solo, esses produtos contaminam o lençol freático; e, se queimados, poluem o ar. Além disso, causam doenças graves nos catadores que sobrevivem da venda de materiais coletados nos lixões de Campina Grande.

Segundo a organização não-governamental Greenpeace, a cada ano os eletrônicos descartados somam até 50 milhões de toneladas de lixo. Se a quantidade gerada anualmente fosse colocada em contêineres de um trem, seus vagões carregados dariam uma volta ao redor do mundo.

“É importante lembrar que alguns deles, porém, contêm ouro e platina com algum valor, e até mesmo os elementos índio, utilizado em televisores de tela plana, e rutênio, presente em resistores”, ressaltou Fernando Carvalho.

Ele afirmou ainda que em Campina Grande já existe uma lei que trata da destinação das baterias utilizadas em alguns aparelhos celulares (Lei 3.990 de 08 de abril de 2002), mas que não foi efetivada. Assim, os responsáveis em executá-la dever assim proceder para que isso seja feito de forma conjunta e o lixo eletrônico tenha um destino certo.

Redação iParaiba com Ascom

Tags: cmcg, vereadores de campina grande, fernando carvalho,

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