Projeto-piloto da UFCG para despoluição do Açude Velho

As águas do Açude Velho, principal cartão postal de Campina Grande, poderão ser totalmente despoluídas. Isto foi demonstrado pelos responsáveis e técnicos do LABDES – Laboratório de Referência em Dessalinização – da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), numa experiência acompanhada de perto por representantes da Prefeitura de Campina Grande.

A demonstração, realizada às margens do reservatório, foi testemunhada pelos secretários municipais Lucas Ribeiro (Ciência e Tecnologia), Tovar Correia Lima (Planejamento) e Renato Gadelha (Agricultura). Eles destacaram o compromisso do prefeito Romero Rodrigues em firmar parceria, com o governo federal, em prol dessa conquista histórica para a cidade.

De acordo com o coordenador do LABDES, professor Kepler França, a meta da experiência foi mostrar que a cidade dispõe de tecnologia para fazer a limpeza de reservatórios e tratar de águas doces poluídas. Há uma grande perspectiva, segundo ele, de se montar uma unidade para tratar a água que alimenta o Açude Velho.

Conforme destacou Kepler França, a experiência revelou as condições de potabilidade das águas do reservatório, após a aplicação de técnicas inovadoras desenvolvidas no laboratório. O próprio cientista, como os secretários municipais presentes, provaram da água despoluída do açude, numa demonstração de viabilidade da iniciativa.

Segundo Kepler França, a UFCG já dispõe de protótipo do projeto de engenharia destinado à montagem da estrutura a ser implantada nas bordas do Açude Velho.

Conforme destacou, nesta manhã aconteceu uma grande demonstração técnica para a imprensa e para as autoridades. Mas o projeto piloto vai depender da decisão e das providências da autoridades, além do apoio dos órgãos de fomento e das indústrias que tenham condições de beneficiar um projeto deste porte.

Secretários – Segundo Lucas Ribeiro, os testes servirão para ser elaborado um projeto que viabilize o uso da água, tanto para consumo como para a utilização em serviços domésticos ou outras alternativas.

“Foi um experiência exitosa, com tecnologia local. Eu mesmo bebi água do açude despoluída graças ao sistema de tratamento de despoluição e dessalinização. Tal iniciativa é fundamental, sobretudo para nós que vivemos em região de pouca agua. Agora vamos encaminhar ao prefeito os dados com relação aos custos, tempo de despoluição do açude velho. Temos que avançar e servir de modelo para todo o Brasil”, disse o secretário Renato Gadelha.

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