IV Conferência Regional da Jovem Advocacia do Nordeste

A OAB-BA sediou da IV Conferência Regional da Jovem Advocacia do Nordeste. Realizado pelo OAB Jovem da Bahia, o evento reúniu mais de 4 mil jovens advogadas e advogados de todo o país para discutir o futuro da profissão no Brasil. A Conferência reúne 80 palestrantes, expositores, debates e uma feira de empreendedorismo jurídico. A abertura oficial foi realizada na noite de quarta-feira (7). A defesa do Estado Democrático de Direitos e a valorização da advocacia deram o tom do primeiro dia de encontro.

Presente a abertura do evento, o vice-presidente da OAB Nacional, Luiz Viana Queiroz, afirmou que o grande número de participantes na conferência mostra que a classe, além de estar em busca de conhecimento, almeja encontrar soluções para os problemas vivenciados pela advocacia. “Esse número de mais de quatro mil inscritos mostra que todos nós queremos muito participar e encontrar soluções para os nossos desafios”, declarou Viana, que destacou também que sua presença na abertura também teve por propósito representar o presidente nacional da Ordem, Felipe Santa Cruz.

O presidente da OAB-BA, Fabrício Castro, frisou que o IV Encontro Regional da Jovem Advocacia do Nordeste demonstra a capacidade de realização dos jovens advogados e advogadas. “Nesses três dias, discutiremos temas de grande relevância para a advocacia e para a sociedade. A Jovem Advocacia da Bahia e do Nordeste estão nos dando uma amostra da maturidade e competência que têm. Eu quero aqui apenas agradecer a todos os envolvidos na organização desse grande evento”, disse ele.

Na manhã desta quinta-feira, foram realizados os primeiros painéis. Em “As dificuldades do dia a dia para o exercício da advocacia”, o conselheiro federal Antônio Adonias deu dicas de sustentação oral para jovens advogados. Entre elas, a de conhecer o momento certo da sustentação, ter atenção à duração de até 15 minutos, diferenciar a natureza fática da jurídica e, principalmente, construir um diálogo dialético. “Isto quer dizer falar o que a outra parte não quer ouvir, o que é natural da função da advocacia”, explicou.

A presidente da Comissão Nacional da Advocacia Jovem, Daniela Teixeira, participou deste painel e fez apresentação a respeito da Inserção da Advogada no Mercado de Trabalho.

No segundo painel desta manhã, “Acesso à Justiça e novas tendências da advocacia”, o conselheiro do CNJ André Godinho falou sobre o controle disciplinar do Poder Judiciário, com foco na atuação dos magistrados que afrontam regras dispostas e os tipos de penalidades aplicáveis. “Avançamos muito neste sentido. Para além dos dispositivos, a simples existência do CNJ já faz com que os tribunais tenham práticas de correição muito mais firmes”, ponderou.

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